O circo e o reino de Deus

O circo não precisa de lona nem picadeiro para se fazer existir. Ele existe nas praças, nos semáforos, nas esquinas, nas festinhas, na praia. Onde houver um malabarista, um palhaço, um equilibrista, um acrobata, ou uma pessoa criativa com disposição de inovar e fazer o inusitado.

A igreja não precisa de templos, paredes, ou púlpitos para existir. Ela existe nas praças, nas esquinas, nas casas, nas faculdades, na praia, nas conversas entre amigos, nas festinhas. Onde houver alguém com amor no coração, disposto a servir, a levar o nome de Jesus, a fazer a diferença, a levar uma palavra de consolo.

A igreja somos nós. O véu do templo foi rasgado, que separava o santo do santíssimo. O espírito santo habita em nós, nós somos o templo. Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei. Nossa missão é ir, pregar o evangelho e fazer discípulos, sermos a luz deste mundo, e para isso Deus coloca dons e ferramentas em nossas mãos.

O circo é uma das artes mais antigas da história da civilização. Não há como limitá-lo nem defini-lo. Ao longo dos tempos passou por transformações, mudança de conceitos, de cenário, de espetáculos, passou por aclamações e perseguições. Ele vem se reinventando a cada dia para acompanhar a contemporaneidade dos tempos. Mas quem faz o circo é a galera da resistência, que ama a arte, que gosta de ver o novo, que quer ver o “mais difícil”, que não se importa de ser “renegada”, que é muitas vezes marginalizada pela sociedade e vive no submundo do underground.

Desde que existe mundo, existe Deus. Porque foi Ele quem criou tudo e criou todas as coisas, inclusive o cérebro humano que inventa e reinventa a arte. Deus gosta das cores, dos sons, da harmonia, da diversão, da alegria. Ele é o maior artista, é só olhar a natureza e o ser humano.

Com a entrada do pecado no mundo, o diabo tenta distorcer tudo que Deus criou, condicionando a felicidade a bens materiais e criando alegrias momentâneas e irreais como a bebedice, as drogas, a prostituição, etc. E estas coisas estão em todos os lugares, inclusive no circo.

Os servos de Deus e o cristianismo já passaram por diversas fazes ao longo da história: perseguições, absolutismos, ditaduras, guerras, revoluções, etc. A igreja contemporânea, atual, se reinventa, fala a linguagem da galera, acompanha os acontecimentos globais, é conectada na internet, tudo isso sem perder a essência do cristianismo. A resistência cristã não se vende ao capital e aos aplausos nos palcos, quer mostrar o amor de Jesus nas coisas simples.

Aos que tem o chamado das artes circenses, aos que não se importam em serem marginalizados e perseguidos por causa do evangelho, aos evangelistas do underground, a seara é grande! Não é só a galera do circo que precisa de Jesus, de amor, de aceitação, de exemplos, todos precisamos. É aí que entra a igreja contemporânea, emergente, underground, o Bola de Neve, e qualquer outra nomenclatura. É aí que nós entramos.

O espetáculo de circo cativa,alegra, surpreende, e, porque não, pode mostrar Jesus e o cristianismo genuíno através de nossas vidas? O circo exige muitas horas de treino, dedicação e criatividade. Ele pode se unir a dança, ao teatro, a música, não tem limites. Temos que usar o nosso melhor e em um espetáculo, conseguir dialogar com o público. O público do circo vai desde a criança até o mais idoso, abrange todas as tribos, e todos tem a chance de ver que a igreja não está em templos e ternos e gravatas, mas em nós, nós somos o templo.

A maior linguagem que podemos usar é a amizade, a atenção, o amor, o testemunho em nossas vidas. Não vamos estar 24h com figurino e pankake no rosto, mas estamos 24h em missão integral a serviço do reino de Deus.

Em um treino ao ar livre, na praça, na praia, é impressionante o número de pessoas que podemos atrair. Que querem não só aprender um malabares ou andar no slackline, mas conversar, fazer amizade, se abrir. E, se estamos ali, como representantes do reino e dispostos a discipular aquela vida, ele pode virar um artista circense ou não, mas tem que ser impactado pelo nosso amor, disposição e testemunho de vida.

O resto, quem faz a obra, é o Espírito Santo, Ele vai convencer, mas nós vamos estar ali, sempre tentando fazer o nosso melhor para o reino de Deus avançar e as trevas retrocederem.

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