7Nosso desejo voraz de ter

Hoje eu estava olhando um gatinho muito fofo na rua que rolava no chão e corria atrás do rabo. Pensei, esse gatinho é muito lindo tinha que ser meu. Na mesma hora eu refleti, porque será que todas as coisas que a gente acha bonita nós queremos pra gente?
Vivemos numa sociedade de consumo, onde somos incentivados a comprar apenas pelo sentimento de achar bonito. Eu gostei entao quero que seja meu. Isso gera muito mais do que uma conta no cartao de credito, isso gera um sentimento de propriedade privada com coisas e seres que nao deveriam pertencer a ninguem. Nos queremos morar em um condomínio que tenha uma praia particular, queremos que um homem ou mulher seja nosso. O filho tambem me pertece, nao os criamos pro mundo. Os animais e a natureza sao os que mais sofrem porque nao tem como se defender. Vi um passarinho bonito, quero ele cantando so pra mim, o macaquinho fofinho quero tambem na minha varanda, ja nao bastasse comer o peixe, o boi, a galinha e o porco, eles querem comer carne de rá, cordeiro, coelho, e tudo o que tiver pela frente. Vejo uma flor bonita na natureza,  quero arrancar pra mim. Nao acho que o ser humano nao deve fazer intervenções na natureza, existem projetos sustentaveis lindos, mas a maioria das nossas intervenções sao depredatorias e so pensam no nosso beneficio imediato. Fiquei pensando sera que eu conseguiria ir em uma loja legal ou um atelier de arte, achar tudo muito lindo, e mesmo não precisando de nada e tendo dinheiro, resolver somente apreciar a arte. Acho que eu nao conseguiria, ja estou condicionada a este pensamento de ter algo que acho bonito. Tenho refletido muito nisso ultimamente e resolvido fazer o movimento contrario de aproveitar os momentos de apreciação do belo. Deus fez a natureza linda, os animais cada um com sua diversidade, as pessoas com culturas de seus lugares diversas, deu criatividade pra nós desenvolvermos obras de arte e de tecnologia. Vamos desfrutar a beleza da vida ser querer possuir tudo o que vemos pela frente.

Buquê de casamento da Rafa

Meu queridos amigos Márcio e Rafa se casaram e eu fiz o buquê de casamento dela. Antes mesmo de o Márcio namorar ou mesmo conhecer a sua noiva ele já tinha me dito que eu faria o buquê da sua noiva no seu casamento. Convencê-la não foi difícil, ela me passou a ideia e eu fiz… muitos botões, paetês e a cor, o lilás e o roxo.Imagem

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Buquês de casamento de patchwork

Quando eu casei, em 2009,  já faz 3 anos e meio, eu sabia de uma coisa: que o meu buquê era eu quem tinha que fazer. eu não sabia como. não procurei tutorial na internet, e nem nunca tinha visto uma pessoa casando com um buquê de flores de tecido. mas o meu tinha que ser assim. eu quebrei muito a cabeça, não pra fazer as flores, mas pra fazer o corpinho dele e pra ele ficar durinho. virei noite na semana do casamento pra terminá-lo a tempo. nossa, foi a sensação do meu casamento. todos adoraram, foi o comentário por meses.

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a dois anos atrás uma grande amiga minha ia casar,a Day, e me pediu pra fazer o buquê dela. eu não poderia negar, mesmo sabendo que iria dar muito trabalho. não queria fazer igual o meu, ai pesquisei na internet. achei um tutorial de arranjo de flores de tecido. copiei a ideia  mas adaptei para um buquê, ao invés de palitos de madeira, usei arame forrado de feltro verde. o resultado foi um buquê bem mais bonito que o meu. Grandes amigos Day e Na Paz

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Este ano uma outra grande amiga minha, a Jana, também casou e também me pediu pra fazer um buquê, eu já tinha o tutorial, dei uma relembrada e melhorei nos acabamentos. o resultado foi sucesso total. Parabéns Jana e Henrique

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vou deixar a o tutorial aqui pra vcs que quiserem se inspirar. eu tive que fazer alguns testes pra descobrir o tamanho de cada pétala e curva tambem. mas vale a pena!

fica a dica

Mulher virtuosa

Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.
Provérbios 31:30

isto hoje é pra mim…. e para todos nós que precisamos destas palavras

O circo e o reino de Deus

O circo não precisa de lona nem picadeiro para se fazer existir. Ele existe nas praças, nos semáforos, nas esquinas, nas festinhas, na praia. Onde houver um malabarista, um palhaço, um equilibrista, um acrobata, ou uma pessoa criativa com disposição de inovar e fazer o inusitado.

A igreja não precisa de templos, paredes, ou púlpitos para existir. Ela existe nas praças, nas esquinas, nas casas, nas faculdades, na praia, nas conversas entre amigos, nas festinhas. Onde houver alguém com amor no coração, disposto a servir, a levar o nome de Jesus, a fazer a diferença, a levar uma palavra de consolo.

A igreja somos nós. O véu do templo foi rasgado, que separava o santo do santíssimo. O espírito santo habita em nós, nós somos o templo. Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome ali eu estarei. Nossa missão é ir, pregar o evangelho e fazer discípulos, sermos a luz deste mundo, e para isso Deus coloca dons e ferramentas em nossas mãos.

O circo é uma das artes mais antigas da história da civilização. Não há como limitá-lo nem defini-lo. Ao longo dos tempos passou por transformações, mudança de conceitos, de cenário, de espetáculos, passou por aclamações e perseguições. Ele vem se reinventando a cada dia para acompanhar a contemporaneidade dos tempos. Mas quem faz o circo é a galera da resistência, que ama a arte, que gosta de ver o novo, que quer ver o “mais difícil”, que não se importa de ser “renegada”, que é muitas vezes marginalizada pela sociedade e vive no submundo do underground.

Desde que existe mundo, existe Deus. Porque foi Ele quem criou tudo e criou todas as coisas, inclusive o cérebro humano que inventa e reinventa a arte. Deus gosta das cores, dos sons, da harmonia, da diversão, da alegria. Ele é o maior artista, é só olhar a natureza e o ser humano.

Com a entrada do pecado no mundo, o diabo tenta distorcer tudo que Deus criou, condicionando a felicidade a bens materiais e criando alegrias momentâneas e irreais como a bebedice, as drogas, a prostituição, etc. E estas coisas estão em todos os lugares, inclusive no circo.

Os servos de Deus e o cristianismo já passaram por diversas fazes ao longo da história: perseguições, absolutismos, ditaduras, guerras, revoluções, etc. A igreja contemporânea, atual, se reinventa, fala a linguagem da galera, acompanha os acontecimentos globais, é conectada na internet, tudo isso sem perder a essência do cristianismo. A resistência cristã não se vende ao capital e aos aplausos nos palcos, quer mostrar o amor de Jesus nas coisas simples.

Aos que tem o chamado das artes circenses, aos que não se importam em serem marginalizados e perseguidos por causa do evangelho, aos evangelistas do underground, a seara é grande! Não é só a galera do circo que precisa de Jesus, de amor, de aceitação, de exemplos, todos precisamos. É aí que entra a igreja contemporânea, emergente, underground, o Bola de Neve, e qualquer outra nomenclatura. É aí que nós entramos.

O espetáculo de circo cativa,alegra, surpreende, e, porque não, pode mostrar Jesus e o cristianismo genuíno através de nossas vidas? O circo exige muitas horas de treino, dedicação e criatividade. Ele pode se unir a dança, ao teatro, a música, não tem limites. Temos que usar o nosso melhor e em um espetáculo, conseguir dialogar com o público. O público do circo vai desde a criança até o mais idoso, abrange todas as tribos, e todos tem a chance de ver que a igreja não está em templos e ternos e gravatas, mas em nós, nós somos o templo.

A maior linguagem que podemos usar é a amizade, a atenção, o amor, o testemunho em nossas vidas. Não vamos estar 24h com figurino e pankake no rosto, mas estamos 24h em missão integral a serviço do reino de Deus.

Em um treino ao ar livre, na praça, na praia, é impressionante o número de pessoas que podemos atrair. Que querem não só aprender um malabares ou andar no slackline, mas conversar, fazer amizade, se abrir. E, se estamos ali, como representantes do reino e dispostos a discipular aquela vida, ele pode virar um artista circense ou não, mas tem que ser impactado pelo nosso amor, disposição e testemunho de vida.

O resto, quem faz a obra, é o Espírito Santo, Ele vai convencer, mas nós vamos estar ali, sempre tentando fazer o nosso melhor para o reino de Deus avançar e as trevas retrocederem.

Melhor é desapegar…

Há um versículo da bíblia que é muito repetido no meio cristão:”a quem muito é dado, muito é cobrado”(luc 12:48). Fala da parábola do do servo a quem o senhor confia sua riqueza e ele usa da autoridade que tem para espancar os outros e esbanjar a riqueza do seu senhor. tem como ensinamento cuidarmos e zelarmos pelo que Deus coloca em nossas mãos, e se lermos o capítulo 12 inteiro de Lucas, veremos não só um Deus justo, mas misericordioso. Mas este versículo repetido sozinho diversas vezes em nossa cabeça acaba remetendo a uma sensação de cobrança muito forte, e o que ocorre é que não dá vontade nem de pedir nada a Deus, porque quando pensamos no que ele vai nos cobrar, parece ser algo impossível de se suportar.

O que eu tenho vivido com Deus tem sido um caminho um pouco inverso: a quem muito é cobrado, muito é dado. não estou distorcendo a bíblia, estou contando uma experiência pessoal maravilhosa. Parece que quando escolhemos carregar o nome de cristãos, temos só que abrir mão das coisas, parar de fazer isso ou aquilo, e em troca recebemos uma cura, ou a casa própria, um emprego novo. O reino de Deus não é assim, uma simples questão de troca ou de merecimentos.

A bíblia fala que Deus opera em nós tanto o querer quanto o efetuar(fil 2:13), então tudo que queremos fazer, ou coisas que sabemos que são erradas e  estão atrapalhando nosso crescimento espiritual e queremos parar,  temos que pedir a força para ele. Ele nos concede a força para fazer o que ele nos pede, ou para não fazer, só temos que estar dispostos.

O Espirito Santo nos convence do pecado da justiça e do juízo (joão 16:7-11), e nos incomoda quando estamos vivendo uma vida individualista, pensando somente naquilo que podemos ganhar, naquilo que podemos ter e não no que podemos perder, no que podemos dar, no quanto mais podemos nos doar para ajudar as pessoas.

Quando resolvemos fazer a vontade de Deus e não a nossa, temos que abrir mão de algumas futilidades e caprichos individuais, no começo doi, doi muito, é ruim perder, mas a força não vem de nós, vem Dele. E aí tudo fica mais fácil. meu fardo é leve e meu jugo é suave. é pela graça que ele nos dá a força de onde achamos que não podemos mais suportar.

Melhor é dar do que receber (atos 20:35). Quando conseguimos entrar neste ritmo de nos alegrarmos por fazer a vontade de deus, de abrir mão simplesmente porque sabemos que é isso que ele quer de nós, porque o amamos e queremos fazer a sua vontade, porque é muito gostoso ver que estamos conseguindo através da força dele, sem esperar nada em troca, ai compreendemos muita coisa.

Começamos a viver a segunda parte, o “muito é dado”, não me refiro a curas, empregos e a carros novos, mas a dons espirituais, algo que não vem de nós, experiências maravilhosas. A vontade de ajudar as pessoas aumenta, você já não está tão preocupado em conquistar tesouros materiais, e Deus coloca estas pessoas e oportunidades de ajudá-las na sua frente. como é gostoso falar uma palavra de consolo, ofertar algo que vc tem sobrando no seu armário, orar por alguem, muito mais do que sair cheia de sacolas de sapatos do shopping.

Ganhar é muito bom, mas ganhar de deus é melhor ainda. Quando ajudamos alguém, não estamos fazendo só pela pessoa, mas Deus está fazendo por nós e através de nós, Deus está nos dando um presente.

Esta relação de cobrança, algo ditatorial e autoritário de Deus que é ensinado em muitas igrejas, faz com que tenhamos medo de Deus e das responsabilidades e dos dons no reino Dele. Mas quando pensamos no seu amor, na sua graça, na sua misericórdia, quando vivemos isto, quando aprendemos a amá-lo, e que  os seus planos são melhores que os nossos, não temos medo, temos prazer. entra em nós uma adrenalina muito grande, porque não somos nós que vamos fazer, mas é ele que vai fazer através de nós. vamos estar ali, no local, disponíveis para ele nos usar.

Quando pensamos em nossas forças e na nossa capacidade, damos pra trás. falar em público, perder a timidez, desapegar de um bem que possuímos, controlar nossas compulsões, entre tantas coisas. a bíblia fala que deus escolhe os fracos para confundir os fortes (I cor 1:27) para que a gente não fique se achando, nos ensoberbecendo, mas para que dependamos sempre Dele e da força que vem Dele.

A Ditadura da beleza

A primeira lição que aprendi quando entrei no curso de teatro em 2003, foi que o ator não podia ter medo de ser feio. Minha turma era de adolescentes, eu era a mais velha com 19 anos, e todos queríamos o papel do galã da trama. Como era difícil fazer personagens “estranhos”, sem exageros, levando-os a sério; porque não era isso que a gente queria ser. Foi uma lição dura de se aprender, mas muito proveitosa, principalmente no palco da vida.

Todos gostamos de nos sentir bonitos e sermos elogiados . A indústria da e da beleza precisa vender e para isso precisa gerar em nós um constante sentimento de inconformismo com nossa aparência. Não que isso tenha haver com uma questão de higiene ou saúde, mas sim com pura superficialidade estética.

quando observamos as pessoas andando na rua, indo ou trabalho, a praia ou mesmo pra balada e comparamos com por exemplo, os integrantes do último BBB, ou os atores da novela da globo, vemos que há algo de errado, a discrepância é fenomenal. Será que só colocam pessoas “bonitas” na televisão? Será que os lugares que temos andado as pessoas não são tão belas assim? Ou será que o padrão de beleza apresentado nos grandes veículos de comunicação está bem distante do perfil do povo brasileiro?

a grande massa da população não se enquadra nos corpos esculturais, nos cabelos esvoaçantes e sedosos e nas roupas da última semana de moda. o que acaba acontecendo é que de tanto sermos bombardeados pelas imagens midiáticas acreditamos que o que precisamos para sermos felizes é o que o capitalismo precisa vender. Ainda tem um agravante: nosso país é tropical, com praias e clima quente; estamos usando sempre poucas peças de roupa, leves, que deixam boa parte de nosso corpo a mostra. e aí? aí entram as estatísticas, o Brasil é recordista mundial em cirurgias plásticas e as mulheres ganham neste quesito. Elas acabam sendo as mais cobradas e acabamos nos enquadrando nos padrões.

se vamos a uma entrevista de emprego, não podemos esquecer de fazer as unhas, usar maquiagem, passar a roupa, e vestir a roupa da moda. Não que eu seja contra algum destes itens, longe de mim, mas sou contra a imposição destes padrões de beleza.

Muitas mulheres entram nesta prisão, nesta ditadura e não conseguem sair de casa se o cabelo não estiver feito, ou se privam de ir a praia porque estão acima do peso ou por causa das celulites. Este não é mais um discurso de uma feminista baranga recalcada com ciúme das gostosonas da TV. Não sou contra a beleza! sou contra a beleza imposta, a beleza ditada, que oprime,onde a grande maioria não tem vez. onde as classes mais pobres se sentem infelizes porque não tem dinheiro pra colocar silicone ou comprar o último lançamento da Nike. o medo da não aceitação as vezes é tão grande, que passamos uma imagem de quem não somos para poder entrar em determinados grupos.

vamos nos libertar da ditadura da beleza, da beleza imposta pelas grandes mídias, vamos ver em nós a nossa beleza singular e valorizá-la invés de perdermos tempo invejando o inalcançável, o ridículo, o dispensável.

Deus não olha aparência, ele vê o coração…